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Pagamento de próteses da PIP divide opiniões
As mulheres que implantaram silicone da marca francesa Poly Implant Ptothèse (PIP), que usou material de baixa qualidade, correndo risco de vazamento, vão ter novas cirurgias plásticas e próteses mamarias financiadas pelo Ministério da Saúde. Porém a medida está gerando conflitos nas opiniões dos brasileiros, porque até aquelas mulheres que colocaram silicone por motivações estéticas poderão ser atendidas gratuitamente. A Pesquisa da Semana foi às ruas saber a opinião dos leitores e 50% dos entrevistados não apoiam a medida, por achar que o dinheiro do contribuinte deva ser usado apenas nos casos de mastectomia (retirada da mama). No site www.ipiranganews.inf.br 61,1% dos internautas compartilham da mesma opinião. Já no site www.jabaquaranews.inf.br 42,9% dos que votaram apoiam a medida.
“Por se tratar de um caso de saúde pública concordo com a iniciativa do Ministério da Saúde. Até porque é egoísmo pensar em dinheiro quando se trata de saúde. E se essas mulheres não tiverem um amparo legal a saúde pública vai gastar bem mais futuramente”. Marcio Otaka, 61 anos, empresário.
“O dinheiro do contribuinte é investido em tantas coisas erradas e sem resultado. Pelo menos nesta ação temos a certeza que estamos salvando vidas. Com saúde não se brinca. Tem muitas que colocaram por estética, mas não é hora para pensar nisso”. Neide Silva, 41 anos, atendente.
“Tudo bem que a mulher possa ter colocado por estética, mas às vezes ela financiou e não tem dinheiro para substituir. Existem pessoas que guardam dinheiro por anos para fazer uma cirurgia. Não podemos evitar que essa pessoa seja atendida”. Sônia Ferraz, 46 anos, professora.
“Tem que ser feito um estudo financeiro em cada paciente que colocou a prótese por estética. Porém acredito que a pessoa que fez a cirurgia particularmente e tem condições de pagar para trocar as próteses não deve fazer a substituição através da saúde pública”. Erick Pirez, 29 anos, estudante.
“É inadmissível o governo pagar cirurgia plástica para mulheres que colocaram silicone nos seios por vaidade. O dinheiro deve ser gasto em educação e saúde, já que essas áreas estão bastante carentes de recursos. O governo não tem o direito de utilizar o dinheiro do contribuinte com futilidades como essa.”. Thayne Correa Lisboa da Silva, 19 anos, estudante.
“Se essas mulheres agora reclamam que foram enganadas é bom lembrar que a decisão foi delas de colocar o silicone. O SUS não tem dinheiro nem para cirurgias de emergência, por que gastar com essas cirurgias?”. Kelly Cristina de Moraes, 21 anos, desempregada.
“O governo não tem culpa do que está ocorrendo com as mulheres que implantaram o silicone francês. Elas deveriam ter observado bem o produto e deveriam ter se informado melhor sobre os riscos que corriam. O governo tem coisas mais importantes para fazer”. Sandra Gimenez, 51 anos, dona de casa.
‘É dever do governo, sim. Ele permitiu a entrada desse produto no Brasil e agora tem de assumir a responsabilidade. O governo tem a obrigação de bancar não só a cirurgia reparadora dessas mulheres, como acompanhar de perto a evolução do quadro”. Janaine Lacourt de Souza Bortolim, 38 anos, bióloga.
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