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Temer sofre no Congresso

Impopular nas ruas, o governo de Michel Temer (PMDB) sofre nas negociações no Congresso para obter duas vitórias que considera fundamentais: aprovar as reformas da Previdência e Trabalhista. Mesmo com regras mais brandas do que as propostas originalmente, o número de deputados contrários à reforma da Previdência, por exemplo, ainda continua maior do que o de favoráveis. O governo Michel Temer continua enfrentando resistência dos parlamentares e terá de ceder ainda mais às pressões.
Já em relação à reforma Trabalhista, o governo tem pressa para aprovar o texto pelo temor de que as manifestações convocadas para o próximo dia 28 façam os deputados da base desistirem de apoiar o projeto. As centrais sindicais já convocaram uma greve geral contra as reformas da Previdência, Trabalhista e a aprovação da Lei da Terceirização irrestrita.
Na última terça-feira (18), o Palácio do Planalto já foi derrotado durante a votação do requerimento de urgência. Temer precisava de 257 votos a favor, mas conseguiu apenas 230. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumiu a responsabilidade da derrota. O principal erro foi colocar o projeto em votação quando não havia número suficiente de deputados no plenário. Nos corredores da Câmara, os comentários foram de que esse tipo de erro jamais seria cometido pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Hoje, ele está preso acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Cunha teria cobrado R$ 52 milhões em propina da construtora Carioca Engenharia em troca da liberação de recursos para projeto do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
A Reforma da Previdência é o principal sintoma das dificuldades encontradas por Temer no Congresso. O jornal O Estado de S.Paulo ouviu 249 deputados, sendo que 131 disseram que vão votar contra o texto. Apenas 37 afirmaram estar dispostos a aprovar a reforma da Previdência da forma como está. Outros 60 não quiseram abrir o voto e 20 se declararam indecisos. São necessários 308 votos a favor para aprovação no plenário da Câmara, o equivalente a três quintos dos 513 deputados.
O problema é ainda maior porque a reforma da Previdência é a principal aposta do governo para colocar a economia brasileira nos trilhos. Sem fazer o ajuste das contas, o governo alega que não terá dinheiro para pagar todos os aposentados. Para isso, no entanto, não pode retirar direitos garantidos pelos trabalhadores ao longo de décadas.
A batalha de Temer é longo e árdua. Para que as novas regras da Previdência comecem a valer, a reforma da Previdência ainda precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e em dois turnos no Senado. O que se espera de Temer é que ele não adote a velha política do toma lá dá cá e comece a distribuir cargos e verbas para os parlamentares em troca de apoio. Isso é muito ruim para o Brasil e diminuiu ainda mais a credibilidade de um governo já bastante abalado por dezenas de denúncias contra os seus ministros.

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