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Temer não pode parar o Brasil

A prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) na segunda-feira (3) apertou ainda mais o cerco contra o presidente Michel Temer. Segundo o Ministério Público Federal, Geddel é um “criminoso em série”, que faz dos crimes financeiros e contra a administração pública “sua própria carreira profissional”. Não custa lembrar que o ex-ministro é amigo e homem de confiança de Temer.
Geddel é suspeito de agir para atrapalhar as investigações da Operação Cui Bono, que apura fraudes na liberação de crédito da Caixa Econômica Federal e estaria atuando ainda para barrar os trabalhos da Lava Jato. No ano passado, ele também teria pressionado o então ministro da Cultura Marcelo Calero para liberar um empreendimento imobiliário em Salvador. Ou seja, não é a primeira vez que o ex-ministro tenta persuadir pessoas ou pressioná-las.
Aliado de primeira hora de Temer, a prisão de Geddel atinge em cheio o Palácio do Planalto e o chamado núcleo duro do governo. Temer está pressionado e com receio de ser tirado do cargo. Fora de presidência, perderia o foro privilegiado no STF (Supremo Tribunal Federal) e correria o risco de ter o mesmo destino do seu colega Geddel caso seja condenado: a cadeia.
A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente já está nas mãos da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. Caberá a Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) fazer a relatoria da acusação de Temer pelo crime de corrupção passiva. Por ser presidente da República, Temer pode ser julgado apenas pelo STF, mas antes é preciso que a Câmara autorize o processo.
Se 342 dos 513 parlamentares votarem a favor da abertura da ação penal, a denúncia vai ao STF, que decidirá se a aceita ou não. Caso seja aceita, Temer se tornará réu e ficará afastado da Presidência por 180 dias. Temer é o primeiro presidente do Brasil denunciado durante o exercício do mandato. Isso, por si só, já está sendo determinante para que empresários diminuam os investimentos no Brasil.
Nessa terça-feira (4), o presidente fez uma verdadeira maratona de audiências com parlamentares no Palácio do Planalto. Foram recebidos no gabinete presidencial 21 deputados e senadores, além de quatro ministros. O objetivo dessas conversas foi buscar apoio no Congresso Nacional para tentar barrar a denúncia apresentada pela PGR. Ou seja, Temer deixou de governar para se dedicar quase que exclusivamente à sua defesa. O presidente parece mais preocupado em seus interesses pessoais e em se manter no cargo do que no bem estar da população.
Isso é muito ruim para o Brasil. Especialmente em um momento em que o País enfrenta uma crise econômica tão grave, com milhões de desempregados. O Brasil precisa de governantes comprometidos, sem problemas dos pés à cabeça com a Justiça. É por isso que a situação do presidente tem de ser resolvida com celeridade. Com amplo direito à defesa, é necessário que a população saiba se Temer é culpado ou não e se ele sairá ou continuará no cargo. O Brasil não pode esperar.

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