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    NOSSA OPINIÃO


O Brasil não pode parar

A situação de Michel Temer (PMDB) na Presidência da República é muito complicada. Não só pela divulgação de sua conversa no Palácio do Jaburu, em Brasília, com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, mas também pela série de denúncias que pesam contra o presidente. Todo dia aparece uma novidade. A última veio na terça-feira (23), quando o seu assessor Tadeu Fillipelli foi preso acusado de receber propina das empreiteiras Andrade Gutierrez e Via Engenharia. Outros cinco auxiliares diretos de Temer já são investigados: Eliseu Padilha, Moreira Franco, José Yunes, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Loures.
É ruim para o Brasil ter um presidente investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) pelos crimes de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa. A economia, que começava a dar sinais de recuperação, voltou a ficar cambaleante. O Congresso Nacional está estagnado. É preciso resolver essa situação o mais rápido possível. Caso contrário, o Brasil pode se afundar ainda mais e o maior prejudicado é o povo trabalhador.
O STF tem de garantir a Temer o amplo direito de defesa. Mas não basta o presidente apenas desqualificar e atacar Joesley Batista. O presidente precisa dar todas as explicações à Justiça. Uma das dúvidas é porque Temer nada fez ao ouvir do empresário a confissão de vários crimes. Ele poderia ter chamado a polícia imediatamente, mas preferiu o silêncio.
Temer contratou uma perícia particular para avaliar a integridade da gravação. A Polícia Federal já avisou ao ministro Edson Fachin, do STF, que a perícia nos áudios da conversa de Temer com Joesley pode demorar até 30 dias para ser concluída. O prazo dá novo fôlego a Temer, que tenta ganhar tempo para permanecer no cargo. O problema é saber se a economia pode esperar tanto nesta estagnação.
As reformas trabalhista e da Previdência, por exemplo, estão paradas no Congresso Nacional. E assim devem continuar por um bom período. É muito difícil um governo com tamanha rejeição, como o de Temer, fazer qualquer reforma estruturante no País. É preciso, no mínimo, que sejam feitas mais audiências e discussões sobre o projeto das reformas.
Uma eventual eleição indireta no Congresso para a escolha do presidente da República deve ser realizada caso Temer deixe o cargo por renúncia ou afastamento imposto por cassação do mandato. A eleição seria convocada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e participariam deputados federais e senadores. Por isso, já se discutem nomes para uma transição pacífica até a eleição de 2018.
Outra opção defendida por movimentos populares, partidos de oposição e centrais sindicais é eleição direta pelo voto popular. Esse caminho não está previsto atualmente na Constituição. Há somente uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que ainda está em pauta na Câmara e precisaria ser aprovada. Qualquer que for a saída, o Brasil vai sofrer. O remédio é amargo e necessário. Só não pode matar o doente.

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